Pular para o conteúdo principal

6 LIVROS ANTIGOS QUE TODOS DEVERIAM LER.






Olá, caros leitores do Ideias, tudo bem? Esperamos que sim. Há quem fale mal de livros velhos/ Critique seu valor, ou até que falem que os mesmos são distantes e coisas do passado. Para provar que esse tipo de pessoa está errada fizemos uma lista com alguns livros que provam que esse tipo de pensamento e ultrapassado e deveria ser mudado.


1. Divina Comédia – Dante Alighieri

Um dos autores mais citados e, infelizmente, menos lidos no último século, Dante construiu um sistema incrível onde tudo e todos são julgados. Apesar do adjetivo dantesco – que normalmente traz consigo a imagem negativa do Inferno, a primeira das três partes da Comédia –, ele foi capaz de criar uma narrativa em verso cheia de imagens e conceitos, sem ser pedante e sendo profundo. Guiado por ninguém menos que Virgílio, autor da Eneida, pelo inferno e depois por Beatriz, seu grande amor, o próprio autor vai do inferno ao céu, encontrando personagens históricos – reais ou fictícios – e conhecendo os motivos que o impediram de chegar ao empíreo, lugar reservado àqueles selecionados por Deus. Apesar do mote aparentemente religioso e de se passar no Inferno, Purgatório e no Céu, Divina Comédia está mais interessada em versar sobre as angustias de um homem de seu tempo que falar propriamente em Deus.

2. Gargântua e Pantagruel – François Rabelais

Provavelmente é o livro mais engraçado e divertido saído da Idade Média. Nesse romance o gigante Gargântua e seu filho Pantagruel atravessam a França da época e mostram, com um senso de humor divertidíssimo, a contraditória sociedade francesa da época. Nada nem ninguém escaparam das aventuras dos dois gigantes: retoricistas enfadonhos, pseudo-eruditos, a Igreja. Picaresco por excelência, Gargântua e Pantagruel é o livro para se rir alto enquanto se lê as aventuras em que ambos se metem.

3. Hamlet – William Shakespeare

“Há algo de pobre no reino da Dinamarca”, anuncia Hamlet logo de início na peça. Forte e vibrante, a trama de Shakespeare faz com que o público siga as ações do hesitante enquanto muita coisa acontece. Entre duas aparições do fantasma do rei morto e o trágico final, o autor reinventa a Poética de Aristóteles e chega ao auge da sua criação no personagem-título, mostrando que Otelo, Macbeth e Rei Lear não foram acertos inconscientes. Hamlet continua sendo ainda hoje a peça mais  amada e estuda pela crítica (da religião à psicanálise, passando pela política, filosofia e o feminismo – só para ficarmos nos mais interessados). Àqueles que ainda duvidam da força de Hamlet, lembrem que entre seus admiradores estão Machado de Assis, Herman Melville e William Faulkner.

4. Dom Quixote – Miguel de Cervantes

O que dizer do Cavaleiro da Triste Figura e de seu fiel escudeiro Sancho Pança? Sua influência é tão grande, e devastadora, que torna difícil pensar em toda a cultura ocidental sem as aventuras (ou nem tanto) do Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha. Ao lado das peças de Shakespeare, a grande obra de Cervantes atravessa os séculos e continua sendo ovacionada como um marco, criando uma estrutura altamente copiada e desenvolvida pelos séculos seguintes: o romance moderno (ninguém nega que havia romances anteriores a ele, porém nenhum outro foi capaz de firmar a narrativa em prosa como ele). De Sterne a Picasso, em qualquer um dos campos da Arte, Dom Quixote deixou sua marca enquanto ele e Sancho buscam Dulcinéia pela Espanha.


5. Os Sofrimentos do Jovem Werther – Goethe

Apesar de ter sido citado recentemente em um dos podcasts, esse livro é parte essencial para que se compreenda todo o Romantismo – e até a cafonice amorosa – do mundo ocidental. Não há nada, aparentemente, que transforme o mote desse romance em algo arrebatador: Werther ama Carlota e ela o corresponde; ela, porém, está comprometida com outro, Alberto, e a partir daí a desgraça está anunciada. Responsável por uma onde de suicídios na Europa depois da sua publicação, Os Sofrimentos do Jovem Werther apontam a impossibilidade do amor e dão vazão ao lirismo de Goethe enquanto escreve as cartas reunidas por um suposto Editor após o término da ação.

6. Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Jane Austen desafiou as convenções sociais ao criticá-las pelas entrelinhas, pontuando seus livros com toques de humor que só uma observadora perspicaz e uma brilhante escritora poderia unir. Suas histórias, passadas na Inglaterra da virada do século XVIII para o XIX, falam para os leitores de todas as épocas. Segundo o crítico Harold Bloom, os livros de Jane Austen passarão para a posteridade juntamente com os clássicos de William Shakespea­re e de Charles Dickens.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CONSCIENCIA DE CLASSE VS PSEUDOELEGANCIA

Olá Leitores! De várias pautas identitárias importantíssimas, há uma pauta-mãe que entrelaça toda e qualquer causa de luta como uma causa maior - a consciência de classe.  Classes sociais são expressões da exploração, dominação e desigualdade impostas pelas relações econômicas do modo de produção capitalista. A consciência parte do nosso entendimento de nossa condição de exploração, onde a partir dela, nos comprometemos a uma luta em comunidade contra a classe dominante.  Por que isso é importante em 2020? O sistema financeiro brasileiro é montado em cima de transferência de renda de quem trabalha e produz para uma classe elitista branca, bem remunerada que quase não paga imposto. Para se ter noção do tamanho do problema,  na ponta, um trabalhador comum com acesso a um cartão de crédito, paga em torno de 300% de juros. Condições de empréstimos se tornam tão desiguais quanto as do cartão. Atualmente temos cerca de 63 milhões de pessoas com nome no SPC/SERASA, en...

QUEM É O TAL MESSIAS?

Eleito como 38° Presidente da Republica Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, além de ser uma pitoresca figura, conseguiu ser eleito pelo lulopetismo corrupto, que se aproveitou do antipetismo como moeda de troca de poder pelo poder.  Depois de um longo processo de deposição de Dilma Rousseff em 2016, a mão invisível do mercado se aliou a um sentimento que dominava o Brasil. O antipetismo cresceu exponencialmente em repúdio a corrupções cometidas pelo PT com a cobertura de Lula, e a continuação de seus esquemas, indicando Dilma como um tipo de poste (o mesmo que faria com Haddad na eleição de 2018). O sentimento de anticorrupção que fez o "gigante acordar", foi o mesmo que o fez dormir novamente. O PT num provável e possível conluio com o Centrão, não tomou nenhuma ação para tentar impedir que Dilma caísse. Na calada da noite vimos a ascensão de Michel Temer e uma desprezível politica econômica de transferência de renda, que por 2 anos ajudou a saquear o país.  ...

VERÃO, PRAIA, PISCINA, FERIAS E CUIDADOS